sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Todos os dias

Vejo-te todos os dias no mesmo local e no mesmo horário. Mesmo sendo meio estranho, compartilho da suas dores, seus desejos, mesmo que você não saiba, ou não queira acreditar. E sabe o que mais? Tenho medo de exprimir meus desejos a você. Medo de não ser a pessoa que tanto espera, enquanto chora quando está sozinha. Talvez nem queira saber, mas sabe qual era a minha vontade diante de tudo isso? Era poder simplesmente poder te abraçar e beijá-la, quando estivesse triste. Colocar-te em meu ombro para dormir quando estivesse com sono. Dar-te carinho todas as manhãs e lembrá-la de amar, sorrir, chorar, e acima de tudo simplesmente viver. Dizer-te coisas bonitas quando viessem em minha mente, te dizer o quanto és linda, em todos os sentidos. E acima de tudo encostar-me no teu ouvido, todos os dias, e sussurrar que te amo. Todos os dias.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pensamentos...

Engraçado como somos conduzidos pelos pensamentos e conclusões alheias. Às vezes temos as respostas corretas em nossa mente, mas preferimos confiar na certeza de alguém do nosso lado. E nesse processo todo se perde o que você tem de melhor. É, sei que sou chato com essa história de basquete pra lá e pra cá, mas a forma como a vida é tão mecânica, em tudo que decidimos fazer, me intriga a cada instante.
Eu amava jogar na individualidade, decidir a partida sozinho, arremessar “a bola do jogo”. Mas meu treinador me enchia o saco dizendo: “você tem que ser o cérebro do time, fazer seus companheiros pensarem, passe mais a bola”. E lá fui eu obedecê-lo, já que ele sabia mais que eu, fazer o quê? Tudo é feito de probabilidades e um pouco de incerteza. Eu sempre tive as chances de vencer ou perder, mas o resto do mundo só enxerga a segunda opção como a mais possível.
Meu rendimento piorara e eu não entendia o que acontecia. Já não havia alegria em jogar, treinar, suar por um objetivo. Eu não jogava como realmente queria, passei a fazer o que “o treinador” mandou, pois era o certo. Já percebeu que é melhor pensarmos e executarmos do que por tudo em jogo na mão de outros?
Decidi voltar aos bons tempos, ser mais eu. Talvez você se pergunte o que o esporte tem a ver com a vida em geral. Estamos escondendo o que temos de melhor por achar que não estamos certos, que não chegaremos a lugar algum. Podemos mudar vidas, mudar a história. Nosso subconsciente virou habitação para os pensamentos alheios. Tá na hora de por ordem na casa. Chamar a responsabilidade, sem medo de errar. Porque só pontua quem arremessa.
Ele acorda e tenta interpretar o que pareceu ser um “flashback” da sua vida, sem entender o que realmente o levou a aquela situação deprimente. Mesmo com seus problemas, pais separados, conflitos comuns de adolescente, uma paixão não correspondida, ainda não existia conclusão para tal “doença”, que já se tornava uma “maldição” a cada dia. O jovem levanta da sua cama, são seis da manhã de um domingo, e ele parece estar sozinho em casa. Só ele e seus próprios demônios. Já não saía de casa. Ele era chutado por todos. Qual seria a saída?
Tudo era como se fosse um sono profundo do qual ele jamais queria acordar. Um pesadelo interminável o acompanhava. Desistir era a primeira e única opção. Quando já não havia mais energia pra continuar lutando, quando as pernas pesaram, a mente já não correspondia, parecia que não havia saída, nem ninguém que compartilhasse tal colapso. Nada dava certo. As pessoas já não o tratavam como esperava. Não havia respeito nem consideração. Seus talentos pareciam estar escassos de qualidade e utilidade. Sua presença no meio da multidão não passava de puro entretenimento. O terceiro reserva do time B. Nenhum potencial era depositado a sua pessoa. O jogo começava a ficar difícil e não havia trapaça ou atalho que pelo menos amenizasse a situação. Urubus já voavam ao redor de sua cabeça esperando que ele caísse morto. Era como se estivesse falando consigo mesmo enquanto queria compartilhar sua dor. Dor incompreensível que nem ele mesmo identificava o que poderia ser. Até o momento que enfim seus olhos pesados e cansados se fecharam. Um filme passou na sua mente...
Eu bem sei como maus momentos são. Engraçado que não dá pra definir isso que nos pega e impede que façamos qualquer coisa. São poucos que entendem o que é isso e você é obrigado a guardar esse peso para si mesmo porque por mais que tente desabafar, ninguém decifra tal situação. Nem seus pais parecem ser bons ouvintes para seu problema. Só queria que soubesse uma coisa: por mais difícil que esteja sua vida e tudo que te rodeia, não desista. Todos nós nascemos derrotados. Somos obrigados a vencer. Sim, viemos à vida para sermos vencedores. Seria chato vencer algo tão fácil e desprezível. Por isso que viver é tão divino ao mesmo tempo em que é tão sofrido. A cada minuto várias situações nos fazem pensar em largar tudo, desistir, simplesmente. É, desistir é muito simples. Quero ver exorcizar todos esses demônios que nos perseguem... Aprendi a não abaixar a cabeça. Não que eu seja a pessoa mais forte do mundo, eu fraquejo sim. Porém sei que existem vários motivos dos quais me fortalecem e me dão certeza que devo vencer todos esses desafios. Até pra eu nascer foi difícil, já nasci vencendo. Não vai ser agora que vou perder. Não quero ser um exemplo de vida, sou muito monótono, mesmo assim te digo que sei o que você enfrenta. Não sei o nome exatamente, acho que nunca saberei definir em palavras. Mas sei que já o derrotei há muito tempo. Sofri sim. Afastei-me de meus verdadeiros amigos, perdi meus bons rendimentos como na escola, por exemplo... E descobri como dar a volta por cima. Nós somos divinos. Por quê? Pelo fato de cairmos e levantarmos dez vezes melhores. Só depende de nós mesmos. Espero que descubra o nome disso que o atormenta. Acha mesmo que nasceu por nada? Não esqueça: o antídoto sempre esteve aí. Tira logo isso daí e comece a viver de verdade, pois muitas pessoas acreditam em seu triunfo, mesmo que não acredite nisso. Uma delas sou eu. 

Eu vs. Eu mesmo

Há uma guerra em nós mesmos. Nossos microorganismos, nossas vontades, nossa mente. Parece que todo dia enfrento a mim mesmo. Quando acordo pela manhã e olho no espelho me vêm todas as sensações, das melhores até as mais aterradoras. Me pergunto se devo mesmo ir ao colégio, ver as mesmas pessoas de sempre, usar o mesmo caderno, a mesma farda... Essa mesmice faz de tudo pra me prender em meu quarto e me jogar num sono quase infinito. Todo esse marasmo é somente mais uma arma, de mim mesmo. As vezes esse meu "outro eu" toma conta de meu corpo, me faz agir precipitadamente, aceitar tudo que me dizem, decepcionar pessoas que amo, e depois entrar em arrependimento. Isso tudo pode até parecer besteira. Nem eu entendo direito, mas o engraçado é que eu enfrento esse cara todos os dias e ele insiste em me desafiar...