Engraçado como somos conduzidos pelos pensamentos e conclusões alheias. Às vezes temos as respostas corretas em nossa mente, mas preferimos confiar na certeza de alguém do nosso lado. E nesse processo todo se perde o que você tem de melhor. É, sei que sou chato com essa história de basquete pra lá e pra cá, mas a forma como a vida é tão mecânica, em tudo que decidimos fazer, me intriga a cada instante.
Eu amava jogar na individualidade, decidir a partida sozinho, arremessar “a bola do jogo”. Mas meu treinador me enchia o saco dizendo: “você tem que ser o cérebro do time, fazer seus companheiros pensarem, passe mais a bola”. E lá fui eu obedecê-lo, já que ele sabia mais que eu, fazer o quê? Tudo é feito de probabilidades e um pouco de incerteza. Eu sempre tive as chances de vencer ou perder, mas o resto do mundo só enxerga a segunda opção como a mais possível.
Meu rendimento piorara e eu não entendia o que acontecia. Já não havia alegria em jogar, treinar, suar por um objetivo. Eu não jogava como realmente queria, passei a fazer o que “o treinador” mandou, pois era o certo. Já percebeu que é melhor pensarmos e executarmos do que por tudo em jogo na mão de outros?
Decidi voltar aos bons tempos, ser mais eu. Talvez você se pergunte o que o esporte tem a ver com a vida em geral. Estamos escondendo o que temos de melhor por achar que não estamos certos, que não chegaremos a lugar algum. Podemos mudar vidas, mudar a história. Nosso subconsciente virou habitação para os pensamentos alheios. Tá na hora de por ordem na casa. Chamar a responsabilidade, sem medo de errar. Porque só pontua quem arremessa.
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